[Para dois "alguéns"]

Foto: Tomasz Konstrat
As tardes da minha infância foram passadas, na sua grande maioria, em casa da minha avó. Ali tinha tudo: um piano (que ela adorava ouvir, e onde comecei a descobrir o meu lado auto didacta), imensos livros sobre os países europeus (que ela complementava com descrições das suas viagens), guaches e canetas de todas as cores para colorir folhas e sonhos, muito afecto e acima de tudo, um grande exemplo para seguir, ainda hoje tão presente nos meus genes e nas minhas memórias.
Um dia, talvez em sonhos, disse à minha avó: "Hoje apetecia-me jogar a um jogo qualquer...". Ela olhou para mim, com uma ternura de cor séria, e respondeu: "Está bem. Mas tens de me prometer que nunca te esqueces que devemos jogar apenas o suficiente para nunca esquecermos a criança que somos; Não podemos jogar demais, sob pena de já não sabermos o que é jogo e o que não é." Ficou calada uns segundos, e depois continuou: "Tens de saber sempre com quem, ou contra quem, podes jogar. Podes jogar contigo, não podes jogar contra ti.". Prometi e ela ensinou-me a jogar canasta.
"Só quero ficar a sentir o filme e a música", foi a resposta que o meu amigo me deu à pergunta "Queres alguma coisa? Posso oferecer-te água, sumo, coca-cola, martini, ...?".
Lembrei-me que talvez as regras que a minha avó me ensinou para os jogos se apliquem ao sentir de memórias. Apenas e só o suficiente para não esquecer o que vivemos e o que aprendemos.
Quero que corras atrás da Vida sem jogar à apanhada, que encontres sempre as pessoas certas para jogar e que não te elejas a ti como companhia para jogar às escondidas. Hoje lanço-te um desafio: sê Feliz! "Cap ou pas cap?"
Um dia, talvez em sonhos, disse à minha avó: "Hoje apetecia-me jogar a um jogo qualquer...". Ela olhou para mim, com uma ternura de cor séria, e respondeu: "Está bem. Mas tens de me prometer que nunca te esqueces que devemos jogar apenas o suficiente para nunca esquecermos a criança que somos; Não podemos jogar demais, sob pena de já não sabermos o que é jogo e o que não é." Ficou calada uns segundos, e depois continuou: "Tens de saber sempre com quem, ou contra quem, podes jogar. Podes jogar contigo, não podes jogar contra ti.". Prometi e ela ensinou-me a jogar canasta.
"Só quero ficar a sentir o filme e a música", foi a resposta que o meu amigo me deu à pergunta "Queres alguma coisa? Posso oferecer-te água, sumo, coca-cola, martini, ...?".
Lembrei-me que talvez as regras que a minha avó me ensinou para os jogos se apliquem ao sentir de memórias. Apenas e só o suficiente para não esquecer o que vivemos e o que aprendemos.
Quero que corras atrás da Vida sem jogar à apanhada, que encontres sempre as pessoas certas para jogar e que não te elejas a ti como companhia para jogar às escondidas. Hoje lanço-te um desafio: sê Feliz! "Cap ou pas cap?"