
Hoje fico aqui, na minha nuvem, e só saio quando me apetecer.
Daqui consigo ver toda a gente lá em baixo, a mexer-se como formigas com medo do Inverno, a perseguir os seus objectivos (que muitos nem sabem quais são). Vejo o que fazem, onde vão e sou apenas espectadora. Não faço nada. Por vezes acho até que me vejo a mim lá em baixo, mas depois lembro-me que não é possível.
Da minha nuvem vejo toda a gente e ninguém me vê; Oiço toda a gente e ninguém me ouve; Sei onde estão todos e ninguém sabe onde estou.
Quando chega a noite, deito-me na minha nuvem e durmo descansada. Pelo menos enquanto aqui estiver não podes voltar a dizer-me adeus.